00. Dados de Cadastro
Nome do Cadastrador
Responsável Coleta de Dados
Grupo de trabalho
Data de Preenchimento do Cadastro
21 de novembro de 2024
01. Dados da Instituição
Nome da Instituição
Memorial Henrique Spengler
Breve Descrição da Instituição
O Memorial Henrique Spengler é um espaço de guarda e de conservação das obras e dos objetos pessoais do artista plástico Henrique de Melo Spengler, figura de expressiva atuação nas esferas política e cultural do estado, especialmente nas questões relacionadas à construção identitária sul-matogrossense, tema principal abordado em sua arte. As gravuras e telas produzidas por Spengler inspiram-se na iconografia Kadiwéu, apresentando-se como uma releitura dos seus padrões geométricos e espirais, das cores recorrentes, além de outros elementos estéticos que fazem referência ao processo histórico desse grupo. Tais indígenas habitaram, e ainda habitam, a região de Porto Murtinho, à sudoeste do estado de mato Grosso do Sul, e os seus antepassados são chamados de Mbayá-Guaicuru. Também faz parte do Memorial Henrique Spengler o Centro de Documentação Histórica, espaço constituído pelo acervo bibliográfico que pertencera a Henrique e pelos demais materiais impressos relacionados à sua vida pessoal e profissional. Além de artista plástico, era professor de História e foi diretor da Divisão Cultural de Coxim, ocasião em que organizou diversos eventos como a Folia da Bandeira, os tributos a Zacarias Mourão, os carnavais, as moagens, as versões do FORARTE (Fórum de Arte e de Cultura de Coxim), o Concurso Literário Otávio Gonçalves Gomes e a Rota das Monções, dentre outros. Tais registros se tornaram fontes históricas, permitindo ao pesquisador vislumbrar um momento histórico e as relações sociais envolvidas, as parcerias, os interesses e os conflitos. Nessa perspectiva, o Memorial Henrique Spengler e o Centro de Documentação Histórica buscam um diálogo frequente com a história de Coxim, pensando os documentos que registram o passado a partir de questões presentes, portanto, com um sentido sempre renovado.
Perfil da Instituição
Instituição Pública
Localização da Instituição
Endereço da Instituição
Rua Jandira Cardeal Figueiredo no 80 – Centro – Coxim/MS, 79400-000
Cidade da Instituição
Coxim
E-mails Institucionais
gab.cpcx@ufms.br
Redes Sociais da Instituição
Telefones Institucionais
55 (67) 3291 0202
Site Institucional
Memorial
Pessoas ou Setores Responsáveis
Paulo de Almeida da Silva
02. Dados do Acervo e/ou Coleção
Tipologia do Acervo ou Coleção
Suporte Material dos Objetos do Acervo ou Coleção
Povos, Comunidades e Segmentos Sociais de Origem do Acervo ou Coleção
Material Audiovisual Relacionado ao Acervo ou Coleção
03. Dados Extras
Notas Gerais Não Especificadas Anteriormente
O Centro de Documentação em História do Memorial Henrique Spengler é um espaço de guarda e de preservação
do acervo impresso deixado pelo artista plástico. São coleções de livros, revistas, mapas, jornais, planejamentos de
aulas, trabalhos e provas de alunos, material de campanha política, catálogos e folders de exposições artísticas e
eventos culturais. Além de registros audiovisuais como fitas cassetes e VHS.
O referido material vem sendo organizado pela técnica responsável pelo local de modo a viabilizar a pesquisa em
diversas temáticas. Além de questões mais estreitamente ligadas à trajetória (pessoal e profissional) de Henrique
Spengler, o referido arquivo oferece subsídios para se investigar aspectos relacionados à separação do estado de
Mato Grosso, o ensino de História Regional de Mato Grosso do Sul, as políticas culturais na cidade e na região, bem
como o processo de construção de identidade(s) e os seus significados.
Os mais de seiscentos e setenta livros existentes no Centro de Documentação estão classificados em temáticas que
facilitam a pesquisa acadêmica, especialmente na área de História. Assim, destacamos como categorias de livros:
“Aspectos da História do Brasil: historiografia e fontes”; “Mato Grosso”; “Mato Grosso do Sul”; “Temática Indígena”;
“História da América: historiografia e fontes” e “Obras literárias”, esta última contém poemas, romances, contos,
novelas, crônicas e peças teatrais. Também constitui o acervo bibliográfico livros sobre “Geografia e Arqueologia”,
“Biografias”, “Guerra do Paraguai”, “Educação e Filosofia” e outros.
Em relação aos jornais, há um vasto número de exemplares (desde a década de 1970) do Jornal Correio do Estado,
importante periódico de Campo Grande que ainda circula nos dias atuais. Diversos outros jornais estão arquivados
no Centro de Documentação Histórica do Memorial, como o Correio do Pantanal, Farol do Pantanal, Jornal da Manhã,
Jornal de Domingo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Gazeta Pantanal e outros.
Constitui ainda esse acervo as correspondências recebidas por Henrique Spengler, como cartões de felicitações de
Natal, Ano Novo e de aniversário e um grande volume de cartas escritas para Spengler, especialmente quando ele
estudou nos Estados Unidos (Fresno/Califórnia), em 1974. Enfim, são muitas as possibilidades para se transformar
tais materiais em documentação histórica [1], já que o antigo proprietário desse acervo parece ter tido um presságio
sobre a formação futura de um arquivo em torno de sua história, pois Henrique guardou de forma abrangente e
minusciosa um sem número de pistas, indícios e sinais [2] que permitem decifrar a sua própria vida, mas também
para se perceber mudanças e permanências em um campo histórico mais amplo.
[1] Michel de Certeau nomeou de estabelecimento das fontes ou redistribuição dos espaços o processo que
transforma os registros/objetos, que tinham determinado uso, em outra coisa que, pelo seu novo funcionamento,
constitui-se em material essencial (documentação) para a pesquisa histórica, já que se operou uma redistribuição do
espaço através de técnicas transformadores. Cf: CERTEAU, Michel. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2007.
[2] Faço alusão ao procedimento metodológico defendido pelo italiano Carlo Ginzburg em relação a construção do
conhecimento histórico, pensado, portanto, no diálogo com as fontes. O pesquisador deve seguir pistas e sinais que
o levem a uma versão verossímil dos acontecimentos passados. Para saber mais, ver: GINZBURG, C. Mitos,
emblemas, sinais. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 143-179.
04. Controle de Edição do Cadastro
Editor da Última Modificação
Raquel Varela da Silva
Data da Última Modificação
3 de dezembro de 2024
Situação do cadastro
Cadastro Incompleto
